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"BIOGRAFIA" |
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"Ferdinando Fernandes" |
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Ferdinando
da Silva Fernandes,
nascido no Norte de Portugal, verdadeiramente Vila das Aves. Começou
de muito cedo a escrever ao lado de seu Pai que fora um grande
Poeta!
Como tudo tem
uma razão de ser, ele aceitou a sedução pelas letras e pelo seu
fascínio. A par de seu Pai foi a partir dos 12 anos coroado, com
menções honrosas nas trovas joaninas do Jornal Notícias (Lisboa)
como noutros jornais Portugueses. Sempre foi um apaixonado por
Filosofia a par da Poesia, que era a força vital que lhe
conduzia e que alentava a sua vida!
Nunca quis
comercializar os seus trabalhos pois os considera pedaços de si, e
elos das suas mais ternas recordações.
Ingressou na
R.F.A. à cerca de 38 anos como Contabilista em assuntos Bancários e
Imobiliários, em contacto com vários Bancos da Europa. Vive na
cidade de Solingen na sua casa num parque natural, com sua esposa.
Está ligado a vários portais. Actualmente é membro de “Os Confrades
da Poesia”.
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Site: -
http://www.fersi.de - -
E-mail:
omundo@fersi.de
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IDÍLIO NA NOITE Roubaste às estrelas o teu olhar, Na noite que incendiou a vida Vestis-te o manto alvo do luar E acordas-te a hora adormecida. Libertaste promessas, cor de mar Na estrada íngreme e esquecida, Onde triste, cada peito vai chorar Numa esperança já emudecida! Só tu abriste a janela do porvir Dês-te ao mundo horas de sorrir Fogueando de loucura cada beijo. Existe um Universo no teu peito Que acende o prazer em cada leito Seja ninho de amor ou de desejo!... CORTINAS DO VIRTUAL Vesti a promessa de saudade Na rota que a vida me ditou, Levantei o punho da verdade E o mundo virtual protestou. Fui mendigo e pedi a dignidade Sentimento que nunca se gerou... E num sorriso feito de vaidade Tudo caminha como começou! Na mudez salgada de Universo, Não se iluda a palavra como gesto Nem se tente ancorar uma paixão. Que a nossa vida figure mais real, E o carácter seja a voz universal, Como o canto virgem da razão... ATÉ BREVE!... Recebi o olhar da indiferença Que a vida talhou para me dar! Minha vida sofreu a dor imensa Sem a virtude casta do teu olhar! Fui o choro do vento caminhante, Que beijava o teu rosto sem falar... És estrela que descia do distante Sobre as tranças aloiradas do luar. Sei que a curva da vida te levou... Mas do pouco céu que te sobrou Guardarás um cantinho para mim Quando eu despir o resto desta vida Cumprirei a nossa jura prometida, E verás que o amor não terá fim!... O SILÊNCIO PESA... Batem as trindades à noitinha Pendura-se no longe a amargura, Chora o cipreste ventos eternais Que magoam o emudecido átrio. As pontes abrem os braços longos Para deixarem passar os rios apressados Que o mar espera para abraçar, Sobre o crepe do nevoeiro denso. Da taberna soam palavras obscenas , Ouvem-se vozes roucas e avinhadas... Quebradas por escarros violáceos Que amedrontam a calada noite! O luar não respira horas de sonho As estrelas se esconderam tristes Sobre as muralhas frias do silêncio, Ante o olhar metálico dos medos. Neste negrume que ocupa o mundo O homem vende a nossa liberdade, O medo fere o futuro das crianças Que visam a dor cavada no porvir... A NOITE DO NOSSO OLHAR No dúbio distante do meu olhar Razoa a funesta voz dos medos! Emudece a noite para escutar O pasmo dilatado dos segredos. As marés cansadas que há no mar, Vão pranteando dias mais azedos, E nos trazem saudades a chorar Do lugar onde moram sonhos ledos!... No luar se desenha uma promessa Onde a fria esperança já tropeça, Em gesto, que eu procuro entender... O amor é sentimento que não medra! No silêncio, cansado como a pedra... - É leito onde a concórdia vai morrer! |
COMO TE DESENHO! Matizei o céu para te ofertar Modelei-te de amor e de beldade, Do sol, fiz a luz do teu olhar, Na fiel dimensão da liberdade. Fiz-te Deusa nas noites de luar Nascidas em amorosa claridade, Fazemos do teu peito o meu altar Em juras, na ermida da saudade... Acendemos o futuro num sorrir, Num cândido murmúrio a pedir, A janela em panorama de futuro! Como te fiz, te quero, e te amei, Teu corpo é o mar que naveguei... - Infindo leito, do azul mais puro! EPÍSTOLA Conheci-te no rondar dos meus sentidos No desejo que aquecia as minhas veias, Quando sorrias em gestos prometidos Como o prazer das noites que semeias! Pintavas o poente em beijos coloridos No distante onde cantava uma sereia... Ao espreitar os teus seios escondidos O Sol invejava, o calor que te ateia!... Nas tranças do tempo te escondes-te, No leito de uma concha adormeces-te Como as rosas adormecem no estio... Quando escuto no distante a voz do vento Fico a olhar o passado num lamento, Como a serra espreita olhando o rio. PARA TI Compus este poema para ti com pedaços de dôr e solidão! Rochedos de lágrimas que verti ante o rir, da irónica ilusão. Esse amor sincero que ofendi numa vaidade feita de traição, pensando que ganhava mas perdi conforme a sentença da razão... Sei que moro ainda no teu peito e na mudez triste do teu leito, respira cada noite uma saudade!... Neste poema, triste em expressão é o amor que pede o teu perdão em porvir, com voz de eternidade. TEU NOME... MULHER Há candura no olhar que te divinou, Na vida que perpetuou tua existência! Divindade que o tempo eternizou, Nas páginas do vigor da tua essência. Da tua origem há universos de amor... Brotando em sorrisos sobre a terra, Como se fosses origem do sol criador: - No peito do homem, que te encerra!... E no caminho que a vida te alicerçou, Foste o ventre que a todos nos gerou Forte crença, que amplificou o mundo. És Deusa... de encanto sem barreiras Serás sempre a chama sem fronteiras No fascinante desejo mais profundo!... MULHER E MÃE Tu, que alicerçaste o meu destino Na distância de mulher e de amada, Alindaste meus sonhos de menino Num olhar, como luz da alvorada. És, lucidez das rosas em floração Como a haste se prende na herdade, Plantas o sorriso, em cada coração Na doutrina da tua humanidade... Nem o tempo conta a tua idade, Serás o eterno, regaço da verdade Cintilando, na noite dos abrolhos... Alegres são as cores da eternidade!... As rugas do teu rosto são saudade, Que...do coração, fala aos olhos. |
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"OS CONFRADES DA POESIA" |
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www.osconfradesdapoesia.com |
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